Programa de Pós-Graduação em Economia - UFRGS

NAPE - Núcleo de Análise de Política Econômica

Cartas de Conjuntura

Contato: ppge@ppge.ufrgs.br

Objetivos

O objetivo central do NAPE é o de analisar a conjuntura econômica nacional e internacional. Para tanto, é elaborada, trimestralmente, uma carta de conjuntura, denominada Carta de Conjuntura Econômica do NAPE/PPGE-UFRGS, contendo informações e análises sobre economia mundial, políticas fiscal, monetária, inflação, balanço de pagamentos e nível de atividade econômica, entre outros tópicos. A Carta é apresentada em um seminário, em que são debatidos tópicos atuais de economia.

Origens do NAPE

O NAPE foi criado em 1994, imediatamente após o Plano Real, visando o acompanhamento da conjuntura econômica do referido Plano. O NAPE, inicialmente, era constituído pelos professores Fernando Ferrari Filho, Flávio Fligenspan, Marcelo Portugal e Roberto Camps de Moraes, por alguns alunos do Programa de Mestrado do PPGE/UFRGS e pelos bolsistas de iniciação científica dos referidos professores. Atualmente, os membros regulares do NAPE são os professores Fernando Ferrari Filho, Flávio Fligenspan e Marcelo Portugal, e os bolsistas de iniciação científica.

Definição das principais áreas estudadas pelo NAPE

1. Economia Mundial

O acompanhamento e a análise da economia mundial é feita através das principais variáveis que compõe o sistema econômico de cada país, recebendo ênfase os países do G7. Os principais itens são: mercados internacionais, atividade e comércio e economias nacionais.

  1. Por mercados, entende-se o desempenho das bolsas, do ouro, preços do petróleo e mercados de moedas. Estas variáveis são importantes não apenas pelo seu efeito direto sobre a "economia real", mas também por representarem um termômetro da situação internacional.
  2. É importante ainda acompanhar o "desempenho" global da economia mundial e a forma de medir este desempenho é através das variáveis de atividade, tais como PIB, produção industrial, volume internacional de comércio, taxas de juros, políticas protecionistas.
  3. Por fim, vale a pena acompanhar a política econômica de algumas economias nacionais mais de perto, devido ao impacto que estas tem na economia mundial. Especificamente, este parece ser o caso dos países do G7. (EUA, Japão, Inglaterra, França, Alemanha, Canadá e Itália).

2. Política Monetária

A análise da política monetária é feita através do acompanhamento dos eventos relevantes na área durante o período considerado e do estudo do comportamento de uma série de variáveis abaixo discriminadas. São efetuadas previsões de curto e médio prazo com cenários prováveis para estas variáveis.

As séries monitoradas são as seguintes:

  1. Taxas médias ao mês e diárias de juros: CDB, overnight, TR, TBC, Tban e suas variantes. Taxas de aplicação: hot money, capital de giro, vendor, etc. Diferenciais de juros internacionais e relações com o comportamento do câmbio.
  2. Agregados monetários: Base monetária, Mi (i = 1,...4) e suas composições. Fatores de expansão e retração. Leilões de títulos, intervenções do BC no mercados.
  3. Taxas de inflação: acompanhamento de diferentes índices (IGP/DI, IGP-M, IPA, FIPE, IEPE e IPC/IBGE) e dados internacionais.

3. Política Fiscal

A análise da política fiscal compreende dois níveis distintos de agregação: federal e estadual. A idéia básica desta distinção é permitir tanto o acompanhamento da execução da política fiscal em nível federal, a fim de inferir daí o comportamento macroeconômico das variáveis relevantes para a análise conjuntural, que é o objetivo central do NAPE. A política fiscal é entendida neste contexto de conjuntura especificamente como o acompanhamento da execução orçamentária do governo. Em termos da União, isso significa acompanhar basicamente a execução do Tesouro Nacional e da Previdência Social. Em termos regionais, deve-se acompanhar a evolução da arrecadação e dos gastos do governo gaúcho mensalmente.

As variáveis básicas para a análise da política fiscal são:

1. Fluxo fiscal:

1.1 Receitas (recolhimento bruto, incentivos fiscais, op. oficiais de crédito, etc.)
1.2 Despesas

1.2.1 Liberações vinculadas (transferências constitucionais, transf. p/ estados e municípios e outras)
1.2.2 Liberações ordinárias (pessoal, encargos sociais, encargos da dívida interna e externa e da dívida mobiliária federal, despesas de custeio e investimento)
1.2.3 Liberações das operações oficiais de crédito e outros

2. Financiamento:

2.1 Receitas (operações de crédito internas, remuneração de disponibilidades no BACEN, etc.)
2.2 Despesas (resgates da dívida mobiliária federal, amortizações das dívidas interna e externa)

4. Inflação

Em virtude da importância do processo de privatização, das reforma administrativa e previdenciária, e seus vínculos com as contas públicas, esses aspectos também têm sido tratados no tópico Política Fiscal.

Nesta área são desenvolvidas as seguintes atividades:

As atividades acima são realizadas com base no acompanhamento dos seguintes índices e indicadores: IPCA-E (IBGE), IGPM (FGV), IPC (FIPE), IGP-DI (FGV), IPA-DI (FGV), IPC (FGV), INCC (FGV), INPC (IBGE), IPC (IEPE) e indicadores de política monetária, fiscal e cambial.

5. Balanço de Pagamentos

O objetivo desta publicação é acompanhar a evolução da solvência externa do país analisando as variações do saldo do Balanço de Pagamentos em suas duas principais contas: Transações Correntes e Conta Capital e Financeira. Uma análise pormenorizada é feita nos itens que compõem essas contas, para se verificar a origem de tais variações. É feita também a análise da posição internacional dos investimentos e da variação de reservas internacionais.

6. Nível de Atividade

Nível de atividade é um dos capítulos em que convencionalmente se divide a análise de conjuntura. Sua preocupação central é conhecer a magnitude do produto interno bruto, bem como sua taxa de variação.

A produção industrial desempenha uma função importante na explicação do crescimento do PIB. Em consequência, é tratada de modo especial na análise, inclusive com um detalhamento da perfomance dos gêneros e categorias de uso.

Pela sua importância na análise macroeconômica, a variável taxa de investimento é acompanhada com atenção. Os investimentos estrangeiros produtivos desempenham um papel decisivo nesse momento da economia e, por isso, merecem cuidado, assim como as fontes de financiamento, e a classificação dos tipos de investimento (bens de capital nacionais x estrangeiros, construção civil).

As séries de dados acompanhadas são:

  1. índice da produção industrial real mensal
  2. índice do produto global real trimestral
  3. nível de emprego
  4. índices de preços
  5. salário médio
  6. outros indicadores de atividade, como o consumo de energia elétrica, vendas do comércio (à vista e a prazo), títulos protestados, número de concordatas e falências e formação bruta de capital fixo.

7. Emprego e salários

Essa importante área de análise trata da questão do emprego, tema polêmico e cada vez mais delicado em todo mundo. A seção deve conter uma análise das taxas de desemprego global e setorial, sua abertura por posição na ocupação e faixas de idade e renda, assim como a evolução dos salários reais.

8. Mercado financeiro e de capitais

A análise do mercado financeiro e de capitais é realizada através do reflexo da conjuntura nacional e internacional nas relações financeiras.
As principais séries analisadas são:

  1. Índices de Bolsas de Valores;
  2. Moedas;
  3. Mercado Financeiro e risco;
  4. Commodities;
  5. Investimento Estrangeiro na Bovespa.

9. Economia do Rio Grande do Sul

Membros do NAPE

Cartas de Conjuntura

Para ler as cartas, é necessário ter instalado em seu computador o plug-in Acrobat Reader.

Ano 1° Trimestre 2° Trimestre 3° Trimestre 4° Trimestre
2012 Carta I - 2011 Carta I - - -
2011 Carta I - 2011 Carta I Carta II - 2011 Carta II Carta III - 2011 Carta III Carta IV - 2011 Carta IV
2010 Carta I - 2010 Carta I Carta II - 2010 Carta II Carta III - 2010 Carta III Carta IV - 2010 Carta IV
2009 Carta I - 2009 Carta I Carta II - 2009 Carta II Carta III - 2009 Carta III Carta IV - 2009 Carta IV
2008 Carta I - 2008 Carta I Carta II - 2008 Carta II Carta III - 2008 Carta III -
2007 Carta I - 2007 Carta I Carta II - 2007 Carta II Carta III - 2007 Carta III Carta IV - 2007 Carta IV
2006 Carta I - 2006 Carta I Carta II - 2006 Carta II Carta III - 2006 Carta III Carta IV - 2006 Carta IV
2005 Carta I - 2005 Carta I Carta II - 2005 Carta II Carta III - 2005 Carta III Carta IV - 2005 Carta IV
2004 Carta I - 2004 Carta I Carta I - 2004 Carta II Carta I - 2004 Carta III Carta I - 2004 Carta IV
2003 Carta I - 2003 Carta I Carta II - 2003 Carta II Carta III - 2003 Carta III Carta IV - 2003 Carta IV
2002 Carta I - 2002 Carta I Carta II - 2002 Carta II Carta III - 2002 Carta III Carta IV - 2002 Carta IV
2001 Carta I - 2001 Carta I Carta II - 2001 Carta II Carta III - 2001 Carta III Carta IV - 2001 Carta IV

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